
Perdido na vaga escuridão,
Quando tudo deveria acabar,
O tudo decide nada ser.
Onde o tão pouco recorda
Nossa importância do agora,
Experiência do que se foi,
Necessário à próxima página,
Um ponto final no espaço.
Então atravessei a ponte,
Me descobri alucinado,
Pois tudo que nos consome,
Consome o que nós somos,
Talvez o que deveríamos ser,
Quem sabe o que será?
Enquanto não explicar,
Entre o medo e a coragem
Uma âncora desdobra fé.
Pelo mal e o bem, o que tem?
Por todo azul e amarelo
Disfarçado de verde oliva
Nas poesias de uma agenda,
Com seus dias tão riscados
Em minhas noites embriagado,
Continua a me salientar
Quando tudo deveria acabar.